Você sabe que existem flores comestíveis? Conheça um pouco mais nesse texto da Deborah na Fazenda

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Falar de flores comestíveis ainda é uma surpresa para muita gente. A flor teve um papel fundamental em toda a História Botânica, sempre chamou a atenção de desbravadores da época das colonizações e pesquisas de plantas. Em 1526 , na França, alteias, goiveiros, cravos, violetas, prímulas e calêndulas já eram flores que coloriam o país. À medida que os europeus viajavam para o Império Otomano, encontravam PLANTAS COLORIDAS  nunca vistas e iam trazendo para casa. 

No final do século dezesseis o desenvolvimento de novas relações comerciais trouxe notícias sobre a diversidade de riquezas  botânicas existentes em terras estrangeiras. Já no século dezoito os jardins de plantas que eram montados como medicinais começaram a ganhar corpo os Jardins Botânicos e isso se tornou um comércio lucrativo. 

Iniciei o texto assim para que possamos entender essa relação das flores com a gastronomia e culinária. As plantas passaram por essa intersecção entre os continentes e plantas de todos os cantos foram levadas para a Europa e vice-versa. A relação com a planta já foi mais próxima do homem. A natureza fazia mais parte do cotidiano de todos, então assim como existiam jardins medicinais (pois não existiam medicamentos farmacêuticos ainda) as pesquisas em cima das plantas era muito grande. Como uma engrenagem que funcionava como pesquisas e as flores estavam inseridas nesse contexto. Além de serem usadas como medicinais elas eram NATURALMENTE  inseridas no dia-a-dia. Também não é difícil de imaginar que quando não se existia industrializados o homem ia atrás da natureza buscar fontes para sua alimentação. 

Esse hábito se perdeu pelo simples fato da falta de contato com o natural e pela acomodação em se alimentar com aquilo que é oferecido nas gôndolas. Mas muitas flores são de comer. Hoje elas também são de fundamental importância para reconhecer espécies que são muito parecidas e pela flor fica mais precisa a identificação.

O fato é, se a planta não tem composto tóxico e não produz substâncias nocivas em grande escala ela pode ser consumida, porque não? E aí nós que culturalmente crescemos na industrialização nos surpreendemos quando dizemos que o crisântemo pode ser consumido, as prímulas, os ypês, as jasmins. Ninguém nos ensinou isso quando éramos crianças, tampouco acrescentavam isso em nossas refeições, então como entender algo que não nos parece familiar? Rs O segredo é provar e começar a mudar a visão com as plantas ao nosso redor. Minha avó oferecia rosas para eu comer quando criança.... aí você vê que ainda existia algum resquício cultural, mas muito pequeno.

Aqui fica meu convite para me acompanhar e juntos desvendar muitos mistérios que a natureza ainda esconde. Segundo Alexandre Von Humboldt, “ Nessa grande cadeia de causas e efeitos , nenhum fato pode ser considerado de forma isolada”, ele via a terra como único e imenso organismo vivo no qual tudo estava conectado.

Beijos Floridos

Derobah


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Sou a Déborah Gaiotto, publicitária de formação e empresária . Sócia-proprietária da Fazenda Maria, que produz orgânicos, flores comestíveis e ervas aromáticas  há mais de 10 anos. Ganhadora do prêmio “Mulher de Negócios -2013” pelo

Sebrae  e hoje idealizadora do projeto “Deborah na Fazenda” que visa sensibilizar as pessoas ao uso das Flores Comestívies (tão esquecidas ao longo dos séculos), à importância de se consumir orgânicos não só para a saúde mas para um mundo mais consciente e sustentável. Biodiversidade em primeiro lugar.